Início – Introdução
Era uma vez um rei e uma rainha que tinham uma filha muito linda chamada Branca de Neve. A menina gostava muito de correr no jardim, brincar com os animais e passava longas horas à janela onde a sua mãe costumava costurar-lhe lindos mantos. Mas a rainha adoecera há muito tempo e, depois da sua morte, o rei voltou a casar-se. A nova rainha era muito bela, mas invejava a beleza de todas as mulheres, especialmente a da jovem e doce princesa Branca de Neve.
PP3.1 – No quarto do rei
Um dia, o rei acordou muito cansado e fraco e não conseguiu levantar-se, ficando assim, doente, preso à sua cama, indefeso, fechado no quarto. Branca de Neve chorava inconsolável a seu lado, segurando-lhe a mão, com medo de ficar sozinha com a madrasta que não gostava nada dela.
A rainha má observa-a e fingia-se preocupada com a saúde do rei, quando, na verdade, tudo o que lhe interessava era certificar-se que ela e só ela era a mais bela de todo o reino.
PP3.2 – No quarto da rainha
A rainha passava horas fechada no seu quarto, onde tinha um espelho mágico, com quem falava e que lhe mostrava o que ela queria ver, mas que nunca lhe mentia.
Um dia, ansiosa por se certificar da supremacia da sua beleza, perguntou-lhe:
- Espelho meu, espelho meu, diz-me quem é a mais bela do reino?
- Tu és a mais bela, majestade – respondeu o espelho – mas a jovem Branca de Neve é mil vezes mais bela do que ti!
Esta revelação deixou a rainha furiosa, louca de ciúmes. Ela tinha que se livrar da Branca de Neve!
PP3.3 – No Palácio
Sentada no seu trono, sem temer o rei, moribundo, a rainha mandou chamar um caçador e ordenou-lhe:
- Leva a princesa para a floresta e mata-a! E traz-me o coração dela dentro deste cofre para eu ter a certeza de que morreu mesmo!
PP3.4 – Na floresta
O caçador obedeceu às ordens da rainha má e levou a menina para o meio da floresta. Quando estava quase a matá-la, a Branca de Neve suplicou-lhe:
- Por favor, vós sois bondoso, eu sei, poupe-me a vida, não me mates!
O homem teve pena dela e, sem coragem para cumprir a sua missão, resolveu deixá-la fugir:
- Vai-te embora, pobre criança, foge, e peço-te que nunca mais voltes ao castelo, pois a rainha quer a tua morte.
Para que a rainha não suspeitasse de nada, o caçador matou um veado e levou-lhe o seu coração dentro do cofre.
Entretanto, a Branca de Neve chorava muito porque tinha sido abandonada e estava sozinha nessa densa floresta. Felizmente, todos os animais da floresta vieram consolá-la.
- Não chores mais, pobre menina, somos teus amigos – disseram-lhe, um a um, todos os animais da floresta.
- Nós ajudamos-te – acrescentou a raposa.
Assim, deixando-se guiar pelos seus novos amigos, a Branca de Neve acabou por avistar uma casinha encantadora.
PP3.5 – Na casa dos anões
A Branca de Neve abriu a porta da casinha e exclamou:
- Mas aqui é tudo tão pequenino! Que agradável! Mas está tudo tão sujo e desarrumado…
- Concordo contigo – disse um ratinho.
- Venham, amigos! Mãos ao trabalho, vamos arrumar esta casa.
E assim, com a ajuda dos animaizinhos, a Branca de Neve varreu, esfregou e arrumou a pequena casinha que ficou a brilhar de tanta limpeza.
Muito cansada, de tudo o que tinha passado nesse dia, juntou duas caminhas e deitou-se. Adormeceu de imediato.
PP3.6 - Na casa dos anões (os anões descobrem a menina)
Os sete habitantes da casinha eram anões, que exploravam minas à procura de ouro e de diamantes.
À noite, quando voltaram a casa, ficaram admirados:
- Quem lavou o meu copo? – exclamou o primeiro.
- Quem arrumou os meus livros? Quem esteve aqui a varrer?
- Quem limpou as teias de aranha? Quem pôs a mesa? Quem limpou o pó? – perguntaram os outros quatro.
- Mas, quem é que fez isto tudo? – perguntou o sétimo anão.
Foi então que um dos anões viu que alguém estava deitado na cama.
Imediatamente todos correram ao mesmo tempo pelo quarto e exclamaram muito admirados:
- Oh!.... é apenas uma rapariguinha!
- Meu Deus, como é bela!
- Mas… ela está na minha cama!
- Cala-te, idiota, vais acordá-la! Deixemo-la dormir, parece estar a dormir tão bem!
Quando acordou, na manhã seguinte, a menina viu-se rodeada de sete pequenos homens que a olhavam com ternura. Contou o que lhe tinha acontecido, e os anões resolveram que ela podia ficar com eles.
Antes de partirem para a mina, o chefe dos anões avisou a Branca:
- Desconfia da rainha como da peste! Não deixes entrar ninguém durante a nossa ausência.
- Prometo-te que não! – respondeu-lhe a branca de neve.
PP3.7 – No palácio
Mas, entretanto, no palácio…
A rainha descobrira pelo espelho que tinha sido enganada pelo caçador e que Branca de Neve ainda estava viva.
Resolveu então ela própria matar a bela jovem, dando-lhe a comer uma maçã envenenada, que a iria sufocar.
Para que a menina não a reconhecesse e, assim, aceitasse a fruta envenenada, a rainha transformou-se numa bruxa velha, usando uma fórmula mágica.
Usou o seu fiel corvo para descobrir a casinha dos anões e… graças aos seus poderes, apareceu na clareira onde Branca de Neve se escondia.
PP3.8 – Em frente à casa dos sete anões
A madrasta malvada aproximou-se da casa dos anões e bateu à porta.
- Bom dia, minha menina – disse a velha – venho agora mesmo do meu pomar onde colhi umas maçãs muito boas. Queres uma?
- Muito obrigada, velha senhora, aceito sim. – respondeu Branca de Neve, sem suspeitar do mal terrível que a espreitava.
Mal deu uma dentada na apetitosa maçã vermelha, caiu no chão, imóvel.
PP3.9 – Em casa dos sete anões/floresta
Os anões, prevenidos pelos animais da floresta, compreenderam logo que a menina estava em perigo e voltaram rapidamente para casa. Infelizmente, quando chegaram era tarde de mais: a Branca de Neve estava caída, inanimada, ao pé da porta.
Enquanto uns ficaram ao pé da menina, os outros anõezinhos correram atrás da bruxa e conseguiram encurralá-la no cimo de um rochedo.
Apanhada desprevenida, a bruxa desequilibrou-se e caiu num precipício. Não tinham que se preocupar mais com ela.
PP3.10 – Na clareira da floresta
Muito tristes e sem coragem para enterrarem a Branca de Neve, os anões resolveram pô-la num caixão de vidro para que todos os habitantes da floresta pudessem admirar a sua beleza todos os dias.
Uma manhã, quando estavam junto da Branca de Neve, apareceu um jovem príncipe que, tendo ouvido falar da estranha doença do rei e do desaparecimento da jovem princesa, resolvera descobrir o que acontecera.
Assim que viu a menina no caixão de vidro, reconheceu-a de imediato e, conquistado pela sua beleza, beijou-a apaixonadamente. O seu sentimento foi tão sincero que quebrou o feitiço da rainha e a Branca de Neve despertou do seu sono envenenado.
Os anõezinhos e os animais cantaram de alegria e, mais ainda quando o príncipe confessou o seu amor pela menina e o seu desejo de com ela casar.
PP3.11 – No caminho para o palácio
Felizes, a Branca de Neve o príncipe regressaram ao palácio, imaginando já o dia do seu casamento com todos os animais e os anões que tão amigos da menina tinham sido.
A caminho de casa, o príncipe contou-lhe também que o rei estava a melhorar e que iria ficar bom logo, logo. Mais um dos feitiços da rainha malvada que se tinha quebrado quando ela caiu no precipício.
E assim foi, passado pouco tempo uma festa maravilhosa marcou a união do príncipe e da Branca de Neve que viveram em harmonia, muito felizes para sempre, no belo palácio.
Era uma vez um rei e uma rainha que tinham uma filha muito linda chamada Branca de Neve. A menina gostava muito de correr no jardim, brincar com os animais e passava longas horas à janela onde a sua mãe costumava costurar-lhe lindos mantos. Mas a rainha adoecera há muito tempo e, depois da sua morte, o rei voltou a casar-se. A nova rainha era muito bela, mas invejava a beleza de todas as mulheres, especialmente a da jovem e doce princesa Branca de Neve.
PP3.1 – No quarto do rei
Um dia, o rei acordou muito cansado e fraco e não conseguiu levantar-se, ficando assim, doente, preso à sua cama, indefeso, fechado no quarto. Branca de Neve chorava inconsolável a seu lado, segurando-lhe a mão, com medo de ficar sozinha com a madrasta que não gostava nada dela.
A rainha má observa-a e fingia-se preocupada com a saúde do rei, quando, na verdade, tudo o que lhe interessava era certificar-se que ela e só ela era a mais bela de todo o reino.
PP3.2 – No quarto da rainha
A rainha passava horas fechada no seu quarto, onde tinha um espelho mágico, com quem falava e que lhe mostrava o que ela queria ver, mas que nunca lhe mentia.
Um dia, ansiosa por se certificar da supremacia da sua beleza, perguntou-lhe:
- Espelho meu, espelho meu, diz-me quem é a mais bela do reino?
- Tu és a mais bela, majestade – respondeu o espelho – mas a jovem Branca de Neve é mil vezes mais bela do que ti!
Esta revelação deixou a rainha furiosa, louca de ciúmes. Ela tinha que se livrar da Branca de Neve!
PP3.3 – No Palácio
Sentada no seu trono, sem temer o rei, moribundo, a rainha mandou chamar um caçador e ordenou-lhe:
- Leva a princesa para a floresta e mata-a! E traz-me o coração dela dentro deste cofre para eu ter a certeza de que morreu mesmo!
PP3.4 – Na floresta
O caçador obedeceu às ordens da rainha má e levou a menina para o meio da floresta. Quando estava quase a matá-la, a Branca de Neve suplicou-lhe:
- Por favor, vós sois bondoso, eu sei, poupe-me a vida, não me mates!
O homem teve pena dela e, sem coragem para cumprir a sua missão, resolveu deixá-la fugir:
- Vai-te embora, pobre criança, foge, e peço-te que nunca mais voltes ao castelo, pois a rainha quer a tua morte.
Para que a rainha não suspeitasse de nada, o caçador matou um veado e levou-lhe o seu coração dentro do cofre.
Entretanto, a Branca de Neve chorava muito porque tinha sido abandonada e estava sozinha nessa densa floresta. Felizmente, todos os animais da floresta vieram consolá-la.
- Não chores mais, pobre menina, somos teus amigos – disseram-lhe, um a um, todos os animais da floresta.
- Nós ajudamos-te – acrescentou a raposa.
Assim, deixando-se guiar pelos seus novos amigos, a Branca de Neve acabou por avistar uma casinha encantadora.
PP3.5 – Na casa dos anões
A Branca de Neve abriu a porta da casinha e exclamou:
- Mas aqui é tudo tão pequenino! Que agradável! Mas está tudo tão sujo e desarrumado…
- Concordo contigo – disse um ratinho.
- Venham, amigos! Mãos ao trabalho, vamos arrumar esta casa.
E assim, com a ajuda dos animaizinhos, a Branca de Neve varreu, esfregou e arrumou a pequena casinha que ficou a brilhar de tanta limpeza.
Muito cansada, de tudo o que tinha passado nesse dia, juntou duas caminhas e deitou-se. Adormeceu de imediato.
PP3.6 - Na casa dos anões (os anões descobrem a menina)
Os sete habitantes da casinha eram anões, que exploravam minas à procura de ouro e de diamantes.
À noite, quando voltaram a casa, ficaram admirados:
- Quem lavou o meu copo? – exclamou o primeiro.
- Quem arrumou os meus livros? Quem esteve aqui a varrer?
- Quem limpou as teias de aranha? Quem pôs a mesa? Quem limpou o pó? – perguntaram os outros quatro.
- Mas, quem é que fez isto tudo? – perguntou o sétimo anão.
Foi então que um dos anões viu que alguém estava deitado na cama.
Imediatamente todos correram ao mesmo tempo pelo quarto e exclamaram muito admirados:
- Oh!.... é apenas uma rapariguinha!
- Meu Deus, como é bela!
- Mas… ela está na minha cama!
- Cala-te, idiota, vais acordá-la! Deixemo-la dormir, parece estar a dormir tão bem!
Quando acordou, na manhã seguinte, a menina viu-se rodeada de sete pequenos homens que a olhavam com ternura. Contou o que lhe tinha acontecido, e os anões resolveram que ela podia ficar com eles.
Antes de partirem para a mina, o chefe dos anões avisou a Branca:
- Desconfia da rainha como da peste! Não deixes entrar ninguém durante a nossa ausência.
- Prometo-te que não! – respondeu-lhe a branca de neve.
PP3.7 – No palácio
Mas, entretanto, no palácio…
A rainha descobrira pelo espelho que tinha sido enganada pelo caçador e que Branca de Neve ainda estava viva.
Resolveu então ela própria matar a bela jovem, dando-lhe a comer uma maçã envenenada, que a iria sufocar.
Para que a menina não a reconhecesse e, assim, aceitasse a fruta envenenada, a rainha transformou-se numa bruxa velha, usando uma fórmula mágica.
Usou o seu fiel corvo para descobrir a casinha dos anões e… graças aos seus poderes, apareceu na clareira onde Branca de Neve se escondia.
PP3.8 – Em frente à casa dos sete anões
A madrasta malvada aproximou-se da casa dos anões e bateu à porta.
- Bom dia, minha menina – disse a velha – venho agora mesmo do meu pomar onde colhi umas maçãs muito boas. Queres uma?
- Muito obrigada, velha senhora, aceito sim. – respondeu Branca de Neve, sem suspeitar do mal terrível que a espreitava.
Mal deu uma dentada na apetitosa maçã vermelha, caiu no chão, imóvel.
PP3.9 – Em casa dos sete anões/floresta
Os anões, prevenidos pelos animais da floresta, compreenderam logo que a menina estava em perigo e voltaram rapidamente para casa. Infelizmente, quando chegaram era tarde de mais: a Branca de Neve estava caída, inanimada, ao pé da porta.
Enquanto uns ficaram ao pé da menina, os outros anõezinhos correram atrás da bruxa e conseguiram encurralá-la no cimo de um rochedo.
Apanhada desprevenida, a bruxa desequilibrou-se e caiu num precipício. Não tinham que se preocupar mais com ela.
PP3.10 – Na clareira da floresta
Muito tristes e sem coragem para enterrarem a Branca de Neve, os anões resolveram pô-la num caixão de vidro para que todos os habitantes da floresta pudessem admirar a sua beleza todos os dias.
Uma manhã, quando estavam junto da Branca de Neve, apareceu um jovem príncipe que, tendo ouvido falar da estranha doença do rei e do desaparecimento da jovem princesa, resolvera descobrir o que acontecera.
Assim que viu a menina no caixão de vidro, reconheceu-a de imediato e, conquistado pela sua beleza, beijou-a apaixonadamente. O seu sentimento foi tão sincero que quebrou o feitiço da rainha e a Branca de Neve despertou do seu sono envenenado.
Os anõezinhos e os animais cantaram de alegria e, mais ainda quando o príncipe confessou o seu amor pela menina e o seu desejo de com ela casar.
PP3.11 – No caminho para o palácio
Felizes, a Branca de Neve o príncipe regressaram ao palácio, imaginando já o dia do seu casamento com todos os animais e os anões que tão amigos da menina tinham sido.
A caminho de casa, o príncipe contou-lhe também que o rei estava a melhorar e que iria ficar bom logo, logo. Mais um dos feitiços da rainha malvada que se tinha quebrado quando ela caiu no precipício.
E assim foi, passado pouco tempo uma festa maravilhosa marcou a união do príncipe e da Branca de Neve que viveram em harmonia, muito felizes para sempre, no belo palácio.
FIM
*Adaptado de Gauthier Dosimont. A Branca de Neve e os Sete Anões. (Trad. Ana Rita Viana. Livraria Civilização Editora, 1999.)
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