Tuesday, January 8, 2008

N1: Capuchinho Vermelho

Início: Introdução

Era uma vez uma menina muito bonita, que vivia numa pequena aldeia. O pai, a mãe…todos gostavam muito dela, mas sobretudo a avozinha que vivia no outro extremo do bosque e que, sempre que a visitava, lhe levava um presente. Numa das suas visitas, oferecera-lhe um capuchinho de lã colorida, que a avó tricotara especialmente para ela. Ficava-lhe tão bem, que todos lhe chamavam Capuchinho Vermelho.

PP1.1 – Em casa, na cozinha
Um dia a mãe disse-lhe:
- Capuchinho, um lenhador disse-me que a avó está doente. Gostava que fosses lá visitá-la e lhe levasses estes bolos, o queijo e este pote de mel. Mas não pares para falar com ninguém no caminho!
A Capuchinho colocou tudo no cesto e dirigiu-se para casa da avó.

PP1.2 – No caminho
Pelo caminho, cruzou-se com muitos animais simpáticos: um esquilo a fazer piruetas, um coelho à procura da sua toca, uma borboleta a abrir as suas lindíssimas asas sobre uma flor, um passarinho a cantar alegremente…

PP1.3 – Na floresta
Encontrou-se também com o lobo, que a espreitava por detrás de uns arbustos, mesmo na orla da floresta.
- Onde vais Capuchinho, tão só pela floresta? – perguntou-lhe com um sorriso falso.
E a menina, que não suspeitava das malvadas intenções do lobo, respondeu inocentemente:
- Vou visitar a minha avó, que está doente.
- E o que lhe levas nessa cesta?
- Levo-lhe bolinhos, um queijo e um pote de mel.
- Que feliz ela vai ficar! – disse o lobo, que não se atrevia a devorá-la ali, porque tinha visto por perto uns caçadores – E vive muito longe, a tua avó?
- No outro extremo do bosque – explicou-lhe a menina -, numa casinha branca com janelas verdes.
- Ah, sim, conheço – disse o lobo – É muito bonita. Mas para ires para lá é melhor que cortes por esse atalho à esquerda. Chegarás muito mais depressa e, além disso, encontrarás lindas flores para fazeres um ramo.
- Muito obrigada, senhor lobo! – disse a menina toda contente.
E, sem dar conta que estava a cair numa armadilha, Capuchinho foi pelo atalho da esquerda.
O lobo, entretanto, desatou a correr pelo atalho da direita – que na realidade era muito mais curto – e chegou primeiro à casa da avó.

PP1.4 – Na casa da avó: chegada do lobo
Truz, Truz… soou o batente da porta.
- Quem é? – perguntou a avó, deitada na cama.
- Sou a Capuchinho Vermelho – respondeu o lobo, disfarçando a voz – Trago-te um queijo, bolos e um pote de mel.
- Roda o puxador e abre a porta. Eu não me posso levantar…
Então, o lobo entrou e, com um salto, lançou-se sobre a avó e devorou-a. Depois, vestiu a camisa e o gorro de dormir e meteu-se na cama, à espera da Capuchinho.

PP1. 5 – Na casa da avó: chegada da Capuchinho
Até que ouviu bater à porta.
- Quem é? – perguntou o lobo, imitando a voz da avó.
A menina estranhou a voz, mas pensou que a avó estava constipada e respondeu:
- Sou eu, a Capuchinho Vermelho, a tua neta. Trago-te queijo, bolos e mel! Ah! E também um raminho de flores.
- Entra, querida. Roda o puxador para abrir a porta.
Capuchinho entrou e o lobo, escondido por baixo das mantas, disse:
- Deixa tudo sobre a mesa e deita-te comigo na cama, porque está frio.
Capuchinho assim fez. Descalçou os sapatos e deitou-se na cama, mas logo a seguir surpreendeu-se com a estranha figura da avó.
- Avozinha, que braços tão compridos tens! – exclamou.
- São para te abraçar melhor, minha netinha.
- Avozinha, que orelhas tão grandes!
- São para te ouvir melhor, minha querida.
- Avozinha, que nariz tão grande tens!
- É para te cheirar melhor, meu tesouro.
- Avozinha, que dentes tão grandes tens!
- São… para te comer melhor! – disse o lobo, saltando sobre a Capuchinho e devorando-a.

PP1.6 – Na casa da avó: chegada dos caçadores (desfecho)
Pouco depois, passaram por ali os caçadores. Alarmados com o roncar que vinha da casa, arrombaram a porta e encontraram o lobo a dormir profundamente com a barriga enorme. Deram-lhe uma pancada forte na cabeça para que não acordasse e abriram-lhe a barriga com uma faca. De lá saíram, sãs e salvas a avó e a Capuchinho Vermelho. Coseram a barriga ao lobo com uma agulha enorme que a avó tinha em casa e prenderam-no. Como a Capuchinho não quis que o matassem, resolveram que, mais tarde o iriam levar para um jardim zoológico, onde seria educado a não comer pessoas.

PP1.7 – Na casa da avó: lanche
A avó e a neta estavam muito agradecidas aos caçadores, que lhes tinham salvado a vida, e então convidaram-nos para lanchar os bolinhos, o queijo e o mel.
Ah… e a Capuchinho nunca mais se deteve no bosque a falar com estranhos.

FIM

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